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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

SECA NO NORDESTE – POR QUE SOMOS TÃO POBRES?

zaqwe
     Observe bem esta fotografia, nos seus mais pequenos detalhes. Ela foi feita há duas semanas na comunidade rural de Negros dos Riachos, no município de Currais Novos, região do Seridó potiguar. O local, como o nome sugere, é formado por remanescentes de um quilombo, da mesma forma que muitos outros espalhados pelo Brasil.
        Na imagem, a professora Marcia Carla se prepara – com toda a emoção que o momento provoca – para se despedir definitivamente das seis crianças, depois do convívio de alguns anos na escola local. O sorriso da professora substitui um choro evidente, quase audível, encoberto pelas lentes dos óculos.
      Estes seis pequenos brasileirinhos, excluídos do que possa haver de mais básico ao ser humano – como roupas, por exemplo –, estão cumprindo uma rotina diária bem diferente daquela a que teriam direito se a riqueza da 6ª maior economia do planeta fosse distribuída de forma justa por meio de políticas públicas que realmente fizessem o Brasil ir para frente.
Flagelados da seca do Ceará durante a seca de 1877-1879
Flagelados da seca de 1877 a 1879

     Depois de parar e posar para a foto, eles vão caminhar alguns quilômetros e transportar na cabeça, em galões de zinco, alguns litros de água para tomar um banho. Quem conhece, sabe como pesa um galão de água deste tamanho na cabeça. A cisterna, reservatório de água que aparece atrás do grupo, está vazia por causa da seca que castiga o Nordeste brasileiro de forma tão inclemente como não se tinha registro nos últimos 85 anos. Comprar água de um carro-pipa para abastecê-lo é impossível.
     No alcance da lente do fotógrafo, só o cinza da paisagem, interrompida aqui e ali pelo verde tímido da algaroba. O chão está seco, esturricado. A poeira transportada pelo vento cola na pele, nos cabelos, nas roupas e deixa os personagens com uma maquiagem natural de terra. A única luz da fotografia vem do sol de fim de tarde no sertão, lambendo-lhes o lado esquerdo do rosto.
   Nos braços da professora Márcia, o menor do grupo. Quantos anos terá? O que lhe reserva o futuro? Os outros cinco, que formam uma espécie de escadinha demográfica da casa, sorriem para nós, pois neles a inocência e a falta de consciência das coisas, natural para a idade, ainda não lhes despertou para a realidade a que estão submetidos. São felizes, ponto final.
Jornal natalense A República, edição de 6 de agosto de 1915.
Jornal natalense A República, edição de 6 de agosto de 1915.
      Quase todo o Brasil cabe nesta foto. Ela nos cobre de vergonha da cabeça aos pés e surge diante de nós para refutar, sem direito a argumento contrário, qualquer idéia de país rico, líder de um bloco econômico chamado Bric, e que vai sediar uma Copa do Mundo em 2014 e uma Olimpíada em 2016. Que triste e desigual país é este? Por que ainda somos tão pobres e temos tantos problemas em encarar esse fato? Conviveremos até quando com esta imagem?
     Este é o pedaço do Brasil onde nunca chegará a água da Transposição do Rio São Francisco, a jóia da coroa do PAC I, por onde já escorreram mais de 8 bilhões de reais. O que há no projeto criado por Lula – ele próprio a encarnação do brasileiro que fugiu de uma fotografia como esta e tornou-se o presidente mais popular do Brasil – são canais vazios formados por placas rachadas no solo seco entre a Bahia e Pernambuco.
     Este é o pedaço do Brasil onde, a cada dois anos, a rodovia muito próxima desta casa onde moram estas seis crianças são rasgadas por LandRovers transportando pessoas que chegam, desembarcam, dão abraços, beijos, posam para fotografias, fazem promessas de melhoras e somem no rastro da poeira – para voltar, de novo, dois anos depois. Fora a isso, eles só são assistidos por pessoas como a professora Márcia. Por isso o choro travestido de sorriso na hora da despedida.
Edição de 26 de março de 1942, no Jornal do Commércio, de Recife, Pernambuco.
Edição de 26 de março de 1942, no Jornal do Commércio, de Recife, Pernambuco.
     Daqui a cem anos, quando não estivermos mais aqui, é bem provável que esta cena possa ser repetida para outro fotógrafo de forma absolutamente igual em pose, gestos, contexto e geografia. Também por outras professoras Márcias que vão lá, tentam mudar uma realidade tão difícil por meio do conhecimento. E também por outras crianças, e outras cisternas vazias, e outros galões, e outras terras ressequidas, e outras nudezes.
Texto - Paulo Araújo
Fonte - http://www.thaisagalvao.com.br/
P.S. – PESQUEI O TEXTO DO JORNALISTA PAULO ARAÚJO NO BLOG DA THAISA GALVÃO E ACRESCENTEI UMA FOTO E DUAS NOTSAS DE JORNAIS DE NATAL E RECIFE SOBRE O VELHO PROBLEMA DA SECA.


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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

BY gom: A história

   Hoje ,pegamos uma mania de tudo ser by alguma coisa(inclusive no meu blog), coisas dos designers atuais....Meu amigo Fábio Oliveira, com 25 anos de currículo na publicidade e pioneiríssimo no alto oeste potiguar, saiu daqui muito cedo pára mostrar suas idéias Brasil a fora. Nesse ìnterim, gerenciou diversas agências de publicidade, colecionou diversos prêmios e hoje temos o prazer de tê-lo de volta à casa paterna, pois mercado já existe para profissionais do seu porte. Que coisa boa...Fábio voltou! Recentemente fez diversos trabalhos para mim, inclusive o livro "Entre letras, pincèis e panelas". Não é à toa que tem a cabeça grande, nesse caso, são idéias mesmo....É muito bom trabalhar com ele, pois capta justamente o que o cliente precisa e sabe também se adequar quando a idéia já vai pronta....é só apontar a varinha mágica e ABRACADABRA!...o Trabalho sai fantástico. Não é merchandising, mas vou começa-lo a chamar de BY GOM,o eliminador de maus publicitários.
                                       Vianney

Pau dos Ferros, à sombra da oiticica.


Em breve, nas barbas do mês de setembro, estará nas bancas e nos bancos (escolares), o livro que contará toda a história da cidade de Pau dos Ferros, e o mais interessante..., o livro é todo escrito em versos. De autoria do jovem poeta pauferrense Manoel Cavalcante, a iniciativa se configurará na revista cultural mais atualizada sobre a história do município, pois conta desde 1717 até o ano de 2012. Ilustrado com fotos antigas da cidade, ainda será também um baú da memória de seu povo e enfim, um verdadeiro almanaque da Princesa do Alto Oeste Potiguar. É esperar pra ver!

Não inveje o sonho dos outros



Não inveje o sonho das outras pessoas, mas sim admire! Seja entusiasta e vibre com o sucesso alheio, como se fosse o seu próprio sucesso. Em muitas empresas o sucesso de muitos profissionais incomoda e é típico receber aquela tapinha de parabéns nas costas. Tudo da boca para fora, não se contamine e ignore a hipocrisia dos invejosos. Procure ocupar o seu tempo desenvolvendo habilidades e talentos, assim você não precisará preocupar-se com eles - os invejosos. Sonhos que possam prejudicar o próximo dificilmente se concretizam, por mais que sejam mentalizados, porque eles não são sonhos, são desejos maléficos.
O sonho é um fator importante para realização de qualquer empreendimento. Sonhar não significa entregar-se a fantasias, a devaneios, mas sim imaginar bons acontecimentos para o futuro. Acredite que seus sonhos se concretizarão, pois quando mentalizamos objetivos positivos as forças conspiram para que sejam realizados e os nossos pensamentos positivos têm mais chances de se tornarem realidade.
A importância dos sonhos
A seguir, apresento doze exercícios do escritor John C. Maxwell para ajudar a tornar seu sonho uma realidade. Siga atentamente essas dicas e use seu profissionalismo e sua competência nas ações.
* examine a sua vida atualmente;
* troque todas as suas pequenas opções, por um grande sonho;
* exponha-se diante de pessoas bem-sucedidas;
* expresse sua crença em seu sonho;
* espere oposição ao seu sonho;
* concentre todo o seu esforço, toda a energia em direção ao seu sonho;
* extraia todo princípio positivo que você puder da vida;
* exclua de seu círculo mais próximo pessoas que pensam negativamente;
* exceda às expectativas normais;
* exiba uma atitude de confiança;
* explore cada caminho possível;
* estenda uma mão amiga a alguém que tenha um sonho semelhante.
O comprometimento com o trabalho é um ponto importantíssimo para que os seus sonhos realizem-se. Se podemos sonhar, nós podemos fazer. Experimente fazer o seu planejamento. Escreva quais são aos seus pontos fortes e no que você precisa melhorar. Invista nos seus pontos fortes, desenvolva o que faz de melhor, aja, tome uma atitude e crie oportunidades, os resultados virão.
Agora, vamos fazer um exercício desenvolvido pela Erckson College, respondendo as perguntas a seguir:
1) O que você quer?
2) Como você pode conseguir isso?
3) O que pode impedi-lo?
4) Como saber que vai conseguir?
A realização dos seus sonhos depende fundamentalmente da sua postura pró-ativa frente ao mundo. Acorde sempre como se fosse uma nova pessoa. Se você não lutar por você mesmo, ninguém o fará. A sua persistência é a alavanca que remove o impossível. Tenha a plena convicção de que você é um vitorioso. O escritor César Romão diz que "um grave problema das pessoas é que elas não realizam seus sonhos e se contentam apenas em sonhar. As pessoas têm sonhos, mas não se propõem em transformá-los em realidade".
O sucesso é definido pela forma como você vive. A única pessoa que pode fazer de você um sucesso é você mesmo. Por isso não inveja o sonho dos outros. Viva intensamente seu sonho e objetivo.

Escritor e Palestrante. É bastante requisitado para proferir palestras de Motivação nas Jornadas e Semanas Pedagógicas. Seus livros abordam temas como: Atitude, Liderança, Atendimento, Vendas e Motivação. Autor de mais de sete livros. E-mail: edivanpalestras@gmail.comwww.edivansilva.com.br

                                                                               Edvan Silva

Pau dos Ferros recebe o Projeto "Cinema no Ar"




"Cinema no Ar", o novo projeto dos cineastas Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi que pretende levar sessões de filmes nacionais gratuitas, ao ar livre, a todos os estados nordestinos até junho de 2013, com o patrocínio da Caixa Econômica Federal, estará em Pau dos Ferros na próxima semana.

Durante dois dias, quarta-feira (06) e quinta-feira (07), o projeto ofertará aos pau-ferrenses duas sessões diárias (às 18h30 e 20h15). Na programação estão sucessos do cinema Nacional como: O Palhaço, Rio, Saneamento Básico e Eu e Meu Guarda-Chuva. 

A projeção é digital em uma grande tela inflável e som stereo surround. Em Pau dos Ferros, todos poderão acompanhar a exibição dos filmes na Praça de Eventos Nossa Senhora da Conceição.

"Em novembro do ano passado, o Cine Tela Brasil, nosso primeiro projeto de cinema itinerante, atingiu a marca de 1 milhão de espectadores. Agora, com o Cinema no Ar, temos a possibilidade de, ao lado da CAIXA , visitar toda a região Nordeste e levar o cinema nacional a um número ainda maior de brasileiros que não tem acesso ao cinema e que, em sua maioria, tem o primeiro contato com a telona.", afirma Laís Bodanzky.

Sobre o Cine Tela Brasil - Criado em 2004, o Cine Tela Brasil já rodou 83 mil quilômetros. Com a taxa de ocupação da sala em 88% (a maior do país) realizou mais de 5.000 sessões em 420 cidades e em novembro de 2012 chegou a 1 milhão de espectadores.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

AS "BUDEGAS" EM PAU DOS FERROS

 Se você procurar "Budega" na internet, vai encontrar um conceito grosseiro, que não condiz com nossa realidade, pelo menos em Pau dos ferros. As Budegas,eram estabelecimentos comerciais onde se vendia gêneros alimentícios, de limpeza, doces, leite, e na maioria delas também havia bebidas alcoólicas, o que difere das atuais mercearias. Na pequena Pau dos ferros dos anos 1970 e meados dos anos 1980, as budegas eram o nosso supermercado, e começávamos a visitá-las logo cedinho para comprar pão. Era como um vício:" Vá na budega e compre meio quilo de açúcar","vá na budega e compre querosene"...e assim por diante. No meu bairro (alto do açude, atual N. Sra das Graças) Haviam as de Valdemar Bezerra, Dona Zefinha e de "Seu Antônio Martins". Cada uma com seu diferencial, mas Dona zefinha tinha lá seus segredos:Dim-dim, cachaça, música e seu quartinho secreto, que pouquíssimas pessoas tinham acesso.Em outros bairros haviam as de Seu Zezim Pereira(Chiquérrima, com chocolate e tudo), ficava na esquina do mercado público, a de D. Dudinha no Riacho do Meio, Dona Afra, na 13 de maio; Nivaldo, próximo ao quatro de Setembro,Seu Manú(quase no São benedito) e a de Teodoro, ainda em funcionamento, no alto da Independência. Comprávamos fiado pára pagar no fim do mês, com uma cadernetinha, sem promissória nem nada....e o índice de inadimplência era mínimo. Se você leitor lembra de mais algumas, colabore conosco...vocês são fogo! raramente recebo colaborações dos saudosistas...Publico com prazer!
                                  Vianney

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

SATISFAÇÕES.

  ESSE BLOG  TERÁ NOVAS POSTAGENS, APENAS SEGUNDA-FEIRA(04-02). OBRIGADO PELOS ACESSOS!
                                  VIANNEY