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sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
PARABÉNS PARA ELES!
Nosso blog não costuma registrar aniversários, mas hoje abrimos uma exceção para os queridos Tiago (vigilante do meu setor) e Gustavo, filho de minha amiga Sergivanha, um garoto super inteligente e que logo, logo estará na lista dos intelectuais pau-ferrenses. Felicidades queridos!
Vianney e equipe
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Maria Boa: a primeira grande dama de Natal
Instalava-se na cidade a paraibana de Campina Grande, Maria de Oliveira Barros (24/06/1920 – 22/07/1997). Começava neste ínterim a história da mais conhecida casa de tolerância do estado (do país ou do mundo?).
Entre as movimentações na Ribeira, nas pedidas de Cuba Libre no saguão do Grande Hotel, nas notícias pelas Bocas de Ferro, na Marmita, em Getúlio e em Roosevelt e na nova geração de meio americanos e meio brasileiros, lá estava Maria Barros enaltecendo-se na Cidade do Natal como a proprietária do melhor (ou maior) cabaré.
Tornou-se conhecida como Maria Boa. Mesmo com pouco estudo ela despertou o gosto por música, cinema e leitura. O seu “estabelecimento” era o refúgio aos homens da cidade, com residência fixa ou, simplesmente, por passagem por Natal e servia de referência geográfica na cidade.
Jovens, militares e figurões acolhiam-se envoltos as carnes mornas das meninas de Maria Boa. Muitas mães de família tiveram que amargar, em silêncio, a presença de Maria Boa no imaginário de seus maridos em uma época de evidente repressão sexual.
Vários fatos envolveram a personagem. Um episódio muito comentado foi a pintura realizada pelos militares em um avião B-25. Um dos mais famosos aviões da 2a Guerra Mundial, os B-25 eram identificadas com cores características de cada Base Aérea. Os anéis de velocidade das máquinas voadoras da Base Aérea de Salvador eram pintados com a cor verde. Os aviões de Recife, com a cor vermelha, e os de Fortaleza, com a cor azul. Para a Base de Natal foi convencionada a cor amarela. Os responsáveis pela manutenção dos aviões em Natal imaginaram também que deviam ser pintados no nariz do avião, ao lado esquerdo da fuselagem junto ao número de matricula, desenhos artísticos de mulheres em trajes de praia. Autorizada pelo Parque de Aeronáutica de São Paulo, a idéia foi colocada em prática. Pouco tempo depois, os B-25 de Natal surgiram na pista com caricaturas femininas e alguns até com nomes de mulheres. Alguns militares da Base escolheram o B-25 (5079), cujo desenho se aproximava mais da imagem de Maria Barros. Outras aeronaves também receberam nomes como “Amigo da Onça” e “Nega Maluca”.
Quem custou a acreditar neste fato foi a própria Maria. Até que alguns tenentes decidiram levá-la até à linha de estacionamento dos B-25 logo após o jantar para não despertar a atenção dos curiosos. Ela constatou o fato. As lágrimas verteram de seus olhos quando viu à sua frente, pintada ao lado do número 5079, a inscrição “Maria Boa”.
O mito “Maria Boa” rendeu trabalhos acadêmicos o de Maria de Fátima de Souza, intitulado: “A época áurea de Maria Boa (Natal-RN 1999)”. O trabalho aborda o “fenômeno da prostituição infanto/juvenil, suas conseqüências e causas no desenvolvimento físico e psicossocial de crianças e adolescentes (…). Com o aprofundamento dos estudos percebemos o importante papel dos bordéis na prostituição, bem como o fechamento dos mesmos (…). Chegamos então ao cabaré de Maria Boa, já fechado. Tivemos, assim, a oportunidade de conhecer um pouco da saga da Sra. Maria de Oliveira Barros, uma profissional do sexo, com grande importância na história da prostituição de adultos, ou ainda, tradicional; das histórias contadas a seu respeito chamou-nos atenção para sua representação social, seu “mito” e sua ligação com o imaginário masculino. Com isso, passamos a averiguar mais profundamente uma participação na sociedade da época e buscamos reconstruir parte de sua história enquanto meretriz, cafetina, e proprietária da mais famosa casa de prostituição que o RN já conheceu.”
O Professor Márcio de Lima Dantas publicou2002 o texto “Retratos de silêncio de Maria Boa”. “(…) Para além da atitude ética de proteger sua família, o que faz parecer um jogo com a hipocrisia da sociedade, penso que, na atitude de se manter reservada, se inscreve outro aspecto digno de ser ressaltado. Falo do mito que entorna a personagem Maria Boa, de certa maneira, criada e ritualizada por ela mesma, dimensão de fantasia para além do empírico vivenciado. (…) Astuciosamente se fez conhecer por “Maria”, o antropônimo mais comum no universo feminino, genérico e pouco dado a divagações semióticas. Ironicamente é o nome da mãe de Jesus… Quem não tinha conhecimento no Estado de uma proprietária de um requintado lupanar, e que se chamava Maria, a Boa. O mito, da constituição do éter, era aspirado por todos, preenchendo necessidades, ocupando lugares no espírito, imprimindo fantasias nos adolescentes, despertando em jovens mulheres às aventuras da carne, engendrando adultérios imaginários.
Por José Correia Torres Neto
terça-feira, 27 de novembro de 2012
FALTA MÃO DE OBRA NO CIRCO.
Fiquei muito feliz quando soube que viria um circo para a nossa cidade.Vi a estrutura, conversei com alguns artistas, e lá fui eu assistir ao espetáculo.Sai de lá desapontado,vou dizer porque: O "Circo Europeu" tem estrutura física ótima, artistas razoáveis, mas peca pela falta de direção do espetáculo. Os canhões de luz ficam estáticos, enquanto o trapezista voa, o canhão está apontado para o chão. As partners ou assistentes de picadeiro são tão desempolgadas que dá dó, a coitada da elefoa está "podre de grude" tadinha.Uma mangueirada resolvia rapidinho...Não há emoção nos artistas, imagine a platéia....O circo pode ser pobre de jó, mas a emoção é imprescindível e também a postura de quem está em cena. O que se salva, ao meu ver, são os palhaços que usam a técnica do clown e emocionam quem entende...não falam pornografias, graças a Deus. Emfim, com pequenos detalhes, eles melhorariam e muito a qualidade do espetáculo e poderiam ostentar com orgulho o nome de "Circo europeu".
Vianney
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
PÊSAMES.
Queremos enviar os pêsames à família do Sr: Glicério Virgìnio, fotògrafo das antigas e pessoa que tinha muitas histórias pra nos contar. O sepultamento aconteceu na tarde de ontem.
COMO SÃO EFÊMEROS OS "CHEFES".
Israel vianney
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
AS MULHERES... ESSAS DANADAS.
Nas entrevistas para matérias deste blog, ouvimos sempre relatos sobre mulheres, que em diferentes épocas, mexeram com a libido dos rapazes pau-ferrenses. Histórias de mulheres pudicas, mulheres ousadas, ou as duas no mesmo corpo.
Fico feliz em saber da presença dessas "danadas" em nosso meio, e por que não dizer, na nossa história. Cheguei a conhecer e desfrutar de certa proximidade com muitas delas e sempre que podia, crivava-as de perguntas.
As vezes ainda me pego pensando coisas do tipo: Como seria o panorama do "Rabo da gata" num dia de feira livre? os homens endinheirados, alguns fedorentos, suados ou envolvidos em brilhantina... música, bebidas, mulheres.. De qualquer forma "as casas de recurso" da Lafaiete Diógenes Ferviam. Que loucas,não? Retalhos coloridos no meio do agreste sêco.....
Bye!
Dica de filme: Veja "Parahyba mulher macho" de Tizuka Yamazaki.
Vianney
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