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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

TRISTE PERDA.





Notícias chegadas ao blog dão conta de que o radialista e pagodeiro/seresteiro, Jeovan Sena, 44 anos, deu cabo à sua vida na manhã desta segunda-feira, 29. O meio utilizado por ele foi o enforcamento.
Segundo informações, Jeovan, mesmo não demonstrando, estava com depressão, possivelmente em virtude de uma separação conjugal recente.Ainda de acordo com informações postadas na rede social facebook, Jeovan chegou a ligar para um amigo íntimo afirmando que iria cometer o suicídio. Quando este chegou à sua residência, localizada na rua José Batalha, bairro Princesinha do Oeste, o fatídico episódio já tinha acontecido.




Jeovan comandava um programa aos sábados na rádio Dumbo FM, fazia apresentações musicais com uma banda de pagode e, como bom religioso, participava de alguns grupos da Igreja Católica, como a ‘Renovação Carismática’.




O corpo de Jeovan deverá ser conduzido à sede do ITEP, em Mossoró, para necrópsia.




Poderemos voltar, a qualquer momento, com informações adicionais.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

OS CIRCOS QUE ALEGRARAM NOSSA VIDA II







Ainda menino em Ubajara ou Ibiapina o simples anúncio de que “ o circo chegou” era motivo de grande alvoroço nas cidades. A expectativa era grande entre adultos e crianças. O espetáculo que íamos ver teve sua origem na antiguidade, passou pelas arenas romanas e chegou à idade média com grupos de malabaristas, artistas de teatro e comediantes viajando pela Europa. Coube ao inglês Philip Astley, em 1769, organizar as apresentações circenses debaixo de uma tenda de lona que mudava de cidade constantemente. 

O circo da minha infância no interior do Ceará não tinha cobertura. Lona só dos lados.  “Hoje tem espetáculo?"  - Tem sim senhor?  - Às 8 da noite? - Tem sim senhor. Arrocha negrada – Uuuuurrra!!! gritava a meninada que tinha um dos braços pintado com uma numeração, o que lhe daria direito a entrar de graça. A propaganda pelas ruas da cidade era conduzida por palhaços acompanhados pela garotada. Hoje temos um palhaço deputado federal, o cearense Tiririca. No passado, o máximo que um palhaço  conseguia era aparecer na televisão, como o Bozo, Carequinha ou Arrelia. O palhaço mais famoso do Brasil foi Piolin, encarnado pelo paulista Abelardo Pinto, de Ribeirão Preto. Morreu em 1973 mundialmente conhecido. Além de grande criatividade cômica, Piolin era equilibrista e ginasta. Foi considerado "o maior palhaço do mundo". Ele nasceu no dia 27 de março de 1897. O dia de seu nascimento foi escolhido para ser o Dia do Circo no Brasil.

Circo Nerino


Um outro palhaço famoso foi o Nerino. Mas esse fui conhecer quando estava mais velho e morando em Fortaleza. Minha casa ficava na avenida padre Ibiapina, ao lado da praça São Sebastião, local destinado a armação dos circos.  Nerino, dono do circo, era o palhaço Picolino Segundo que matava todos de rir com suas estripulias. O circo Nerino foi criação do pai dele, Picolino Primeiro, em 1913. O Nerino fez sua última apresentação em setembro de 1964, em Cruzeiro do Sul, em São Paulo, depois de marcar a memória de muitos garotos país a fora.

Circo Tihany


Desses circos paulistas, o único que ainda  está com a lona armada é o Tihany. Fundado por Franz Czeisler em 1954 na cidade de Jacareí, em São Paulo, o circo sobrevive porque foi levado para o exterior.  A origem do nome vem de sua cidade natal Tihany, na Hungria. Foi ainda com o nome de Circo Mágico Tihany que esteve em Fortaleza. Antes de vir para o Brasil como imigrante em 1952, Franz já trabalhava nos palcos da Hungria, Romênia e Tchecoslováquia, como ator, bailarino e, por último, mágico. Após uma rápida passagem pela Flórida, o circo fixou-se em Las Vegas, onde Czeisler, de 96 anos, vive até hoje. O sucessor dele e atual diretor do Tihany Spetacular Circus   é o argentino  Richard Massone.

Circo Garcia


De todos esses circos o que me marcou mais foi mesmo o Garcia. Muita gente se apaixonou pelas artistas. Algumas delas ficavam hospedadas na mansão dos Limaverde, na rua Clarindo de Queiroz, em frente a praça São Sebastião, onde foi armado várias vezes. Antolim Garcia dizia que todo circo tem que ter uma velha. É a mãe de artistas, pode ser a mulher do empresário. Garcia dizia que circo sem velha não existe. Ela costura, examina uma colega grávida, chama a parteira, faz massagens, faz tudo, zela por todos e ainda faz fofocas, intrigas que ela mesmo se encarrega de desfazer. 

No livro que escreveu sobre o circo em 1962 Garcia comenta os costumes e prolemas dos companheiros que amou. Ele revela que no Brasil o circo se compõe de duas classes: uma representada pelos tradicionais, que é formada por artistas nascidos em circos e que são a continuação dos imigrados que iniciaram a vida circense no país. A outra classe é a dos aventureiros, constituída por artistas que antes exerciam outras atividades e que ingressaram para o circo por conveniência ou boemia.

A  velha e o Curió

O Garcia tinha uma velhota que comandava a classe dos aventureiros em 1955, na época em que o circo se preparava para ir à Guiana, sua primeira viagem internacional. Essa família tinha cinco membros. Essa senhora, viúva, recebeu o nome de Babá pelo cuidado que tinha pela família, duas filhas de criação, um garoto sapeca de uns cinco anos e o Curió, um caboclo atarracado que possuía conhecimentos acrobáticos. Ele viu nas meninas de Babá as partners que precisava para montar um grande ato e com ele entrar no mundo do espetáculo. Aproximou de Lelé, a mais velha das irmãs e começou um namoro que logo ele quis transformar em casamento. A velha Babá, temendo que Curió, depois de casado fosse embora com sua filha, foi contra e armou um golpe. Chamou Curió pra uma conversa. Disse-lhe que na sua família casamento sempre foi considerado um ato de grande responsabilidade. Que na família sempre se apoiou, sem objeções, a escolha de qualquer de seus membros, desde que se obedeça praxes legadas dos antepassados. Curió, balançando a cabeça como concordando com aquilo, dizia “cumprirei tudo”. E a velha afirmou que “nosso costume é casar primeiro os mais velhos”. Curió sorriu na certeza de que tinha escolhido a Lelé, a mais velha. “Sem que os mais velhos casem os jovens não poderão contrair matrimônio” - Certíssimo, disse Curió.
- Perdão, atalhou a velha. É bom que você saiba que a mais velha aqui, embora não pareça, sou eu; por conseguinte, antes que eu encontre um novo marido, Lelé não poderá casar-se.”
E a velha continua, descaradamente: “diante desse imperativo só vejo um recurso.”
-Qual?, pergunta um impaciente Curió. A velha lança um olhar furtivo e sugere; -Case comigo.
Curió, que ia levando uma xícara a boca, tomou um susto tão danado que entornou o café sobre calça. Babá pediu que trouxessem um pano molhado com água quente, ajoelhou-se diante do rapaz e começou a limpar as nódoas de café. Curió, que na verdade estava mesmo afim de montar um grande ato que permitisse que se apresentasse num grande circo, agarrou as mãos da velhota e disse: “sabe, nunca gostei de ter por mulher uma jovem piegas e inexperiente. A mulher que verdadeiramente gostei à primeira vista é você. Babá levantou-se e aos gritos chamou as duas filhas e comunicou: “O Curió aqui pediu-me para casar com ele e eu aceitei.

Uma vez casado com a matrona que sofria do fígado e de pedras na bexiga, Curió montou logo um grande ato com as duas caboclas. Babá pedia ao marido que levasse Lelé aos cinemas e passeios já que a bílis não lhe permitia sair. Os três passaram a viver felizes.
           
O livro de Antolim Garcia que conta essa história de Babá e Curió foi escrito em 1962, quando seu circo comemorava 47 anos de existência .

Garcia desce suas lonas

O fim do circo Garcia foi noticiado assim pelo Correio Popular, de Campinas, matéria assinada por Rogério Verzignasse :

"As cortinas do espetáculo se fecharam. Para sempre. Atolado em dívidas que chegam à casa dos R$ 800 mil, o Circo Garcia, o mais antigo do Brasil, encerrou as suas atividades. Fundada em Campinas, em 1928, a companhia circense chegou a figurar, na década de 70, entre as quatro maiores do mundo.

Seu fundador foi Antolim Garcia, paulistano, filho de imigrantes espanhóis, que conduziu o Circo Garcia ao sucesso no Exterior. O apogeu aconteceu entre 1954 e 1964, quando os espetáculos, com cinco lonas e cerca de 200 artistas contratados, viajaram por 72 países do mundo.


Desde a década de 80, o Garcia enfrentou crises financeiras sucessivas.  A arte circense já encarava a concorrência da televisão, que passou a oferecer diversão sem que as pessoas precisassem sair de casa. Muitas lonas foram baixadas, no Brasil inteiro. Mas a instabilidade econômica atual foi decisiva. A alta do dólar tornou inviável o pagamento de artistas internacionais, com remunerações atreladas à moeda norte-americana. O Garcia chegou a pagar US$ 2,7 mil por semana a trapezistas mexicanos. Quase toda a dívida atual é referente a salários atrasados.  Alguns acontecimentos marcaram, de maneira particular, a derrocada do Garcia. Antolim morreu em 1987. Desde aquele ano, o grupo era administrado por sua mulher, Carola Boets, e pelo filho dele, Rolando Garcia, que faleceu em setembro de 2002  “Sem meu enteado, fiquei muito sozinha”, afirma Carola. “Aqui nós estávamos empatando dinheiro”. Além de Rolando, morreram desde o 2000 os outros dois filhos de Antolim, Ruth e Romero.  No dia 29 de dezembro de 2002, aconteceu o último espetáculo do Garcia, que estava montado na Avenida Guarapiranga, região do Santo Amaro, Zonal Sul paulistana. Sinal cruel dos tempos. Só 280 pessoas compareceram ao espetáculo, e se espalharam pela arquibancada construída para 3.500 espectadores. A arrecadação, lastima Carola, não foi suficiente nem para pagar os R$ 300,00 gastos com a manutenção dos geradores em uma noite de espetáculo."

Agradecimentos aos plantonistas do HRCCA em Pau dos Ferros ! Colunista nossoparanarn


Família Arlindo
Costumamos usar os meios de comunicações e redes sociais, sempre para criticar, reclamar e denunciar.


Hoje(25/12) quero fazer algo diferente, quero elogiar, agradecer e tornar público, o brilhante trabalho desenvolvido pela a equipe de plantão diurna, do dia 25 de dezembro deste, no Hospital Regional de Pau dos Ferros.

Ao casal de médicos, Dr.Antonio e Dra Thais, pela dedicação com que conduzem seus trabalhos, pela atenção dobrada a cada paciente que necessitou de atendimento e encontraram neles o apoio que tanto se espera, quando se recorrer aos órgãos públicos nesse pais e principalmente neste estado. Quero agradecer pelo atendimento rápido, diligente e o diagnostico preciso que salvou a vida do meu pai Antonio Arlindo, de 86 anos de idade. A preocupação da doutora Thais, no primeiro momento, fez toda a diferença para que fosse tomadas todas as medidas de urgências sem as quais, o resultado não seria tão positivo. Logo após, tal preocupação foi compartilhada por doutor Antonio, que contribuiu para com o resultado supracitado alegrando a todos os meus irmãos e familiares. Tais atitudes desses jovens médicos, nos revelam o real sentido do Natal de Jesus, já que a data era propícia.

Enquanto estivemos naquele hospital, vimos que a demanda era grande de pessoas de várias cidades que circundam Pau dos Ferros. Vimos também que, mesmo com um número grande de pessoas necessitadas de atendimento, não se ouvia reclamações com relação ao atendimento oferecido e se houve, foi injustamente. Que o comportamento desses médicos, sirva de exemplos para os demais, já que a parir deles, os outros servidores se contagiam, mesmo com toda dificuldade das condições do trabalho, em darem sempre o melhor deca da um como ser humano.

Ao enfermeiro Anilson, que com toda a calma e paciência, conduz sua equipe com maestria para melhor atender àqueles que estão sob seus cuidados. A parir da recepção, no caso do meu pai, esse enfermeiro já se preocupou, mesmo antes da solicitação médica, em realizar um exame providente que foi importantíssimo para um diagnóstico preciso, nosso muito obrigado.

Aos técnicos de enfermagem, Dona Dalva, Graça e Gilda, pela preocupação constante com todos os pacientes que estavam em observação na urgência do referido hospital, nosso muito obrigado.

Afinal, queremos agradecer a todos os funcionários que estavam no plantão, desejando um Feliz Natal e que no ano vindouro suas aspirações sejam superadas.


São os votos e agradecimentos de,

JOSE NILSON DE OLIVEIRA ARLINDO E FAMÍLIA.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL!!!!!!!!!!!!!!!

 Tão óbvio né..... Mas para não fugir à regra, desejamos a todos os nossos leitores e aos fazedores da verdadeira cultura UM BELO NATAL E ANO NOVO TAMBÉM. Que o  ano vindouro nos traga mais avanços  e mais pesquisas acerca do nosso passado, tão menosprezado por quem deveria privilegiar.
     VIVA PAU DOS FERROS!!!!!!!!!!
             Equipe do cultura Pau ferrense.

UMA VIDA DEDICADA AO COLÉGIO DIOCESANO SANTA LUZIA

 No dia 09 de junho de 1956, com a inauguração das novas instalações do colégio Diocesano Santa luzia, Padre Sátiro passou a ocupar o cargo de vice-diretor e na mesma época, a direção do colégio de padres. Em 1 de janeiro de 1961 foi designado diretor do colégio Diocesano e desde então, tem se dedicado a mantê-lo como um dos mais conceituados estabelecimentos de ensino do estado, sempre visando um ensino de qualidade, referência e com o olhar atento para o futuro das gerações que lá chegam em busca de conhecimentos.
 Hoje, Padre Sátiro nos seus 84 anos de vida, ainda divide a atribuição de dirigir a escola com o jovem educador Padre Charles Lamartine que atualmente conduz um novo momento no conteúdo pedagógico e também, mudanças de ampliação da estrutura física do colégio.
  PARABÉNS QUERIDO PAU-FERRENSE, NOS ORGULHAMOS MUITO DE VOCÊ!
                  CULTURA PAU FERRENSE E EQUIPE.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

PADRE SÁTIRO CAVALCANTI DANTAS-UM PAUFERRENSE EXEMPLAR - primeira parte

 Sempre sonhei em entrevistar o Padre Sátiro, mas as condições ideais nunca foram possíveis, pois eu precisaria de cinegrafista, microfones e transporte para ir à Mossoró. Quem sabe isso não aconteça agora, livre das amarras do poder público, vou tentar a empreitada sozinho.
 Sátiro Cavalcanti Dantas nasceu em 22 de Janeiro de 1930, na cidade de Pau dos ferros, integrando uma família de mais cinco irmão.Aos Onze anos, ficou órfão de pai, João  Fernandes Dantas, cabendo a sua mãe, Erondina Cavalcante, a condução da  família. Da sua forte ligação com sua mãe, herdou a devoção a santa clara de Assis.
 Começou sua formação na Escola Joaquim Correia, em Pau dos ferros, depois veio fazer o ginásio em Mossoró. No dia 9 de fevereiro de 1943, após seguir viagem de trem, desembarcou na cidade de mossoró juto com a mãe e os cinco irmãos. E no mesmo dia ingressou no seminário em Mossoró. O despertar para a vocação religiosa veio aos 14 anos. Antes, havia surpreendido a todos quando pediu para ser coroinha na paróquia de N. senhora da Conceição em Pau dos ferros.Quando decidiu ser sacerdote, enfrentou a descrença dos familiares e amigos.
 Em seguida, o jovem seminarista passou para para o seminário maior de João Pessoa, cursou filosofia em São Leopoldo(RS) e passou pelos seminários em Fortaleza (CE) e Recife(PE). Posteriormente seguiu para Roma, onde estudou teologia Dogmática na Pontifícia universidade gregoriana-de 1951 a 1954 e depois concluiu o curso de direito canônico. Recebeu sua ordenação no dia 08 de dezembro de 1955, retornou ao Brasil para celebrar a primeira Missa de ordenação, em sua cidade Natal, Pau dos Ferros, onde celebrou  a sua primeira missa.
 Voltaremos amanhã co mais histórias de Padre Sátiro.
                  Israel Vianney

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Um dos adolescentes que estava aterrorizando Pau dos Ferros foi apreendido


Policia em ação  
Hoje 16/12/14, o adolescente Maxsuel  foi pego no Bairro São Geraldo em novo condomínio que está sendo construído, o menor é um dos três, que está aterrorizando a cidade, todos os dias são varias casas que são arrombadas, ele que já tinha roubado os Ganeses que moram no São Geraldo estava rondando próximo ao condomínio quando um Ganês percebeu e chamou a Policia. Dias a traz os três roubaram mais de dois mil Reais dos ganeses.