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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A FESTA DO ENCANTO- SÃO SEBASTIÃO

  

    

           Ontem, aconteceu a procissão de São Sebastião na cidadezinha linda de Encanto.Meus avós paternos e meu pai também são de lá. Desde criançinha,andei por aqueles lados e conheço muita coisa dali, às vezes até mais  do que alguns que por lá ainda moram.Em mais um dos meus surtos de saudosismo, lembrei de como eram famosas as festas de padroeiro: Festas com as melhores bandas da região,na prefeitura, no "barracão"ou mercado(demolido recentemente),a "discotech" de Manassés(estamos falando do final dos anos 1970 e início dos anos 1980) e muita, muita gente circulando pelo pequenino, mas aprazível centro da cidade. Podia cair o maior toró, faltar energia, mas a festa era garantida. Fui a diversas. Um grande diferencial da festa também, eram os fogos de artifício de "seu Chico Osório", que segundo alguns contemporâneos, foram destaque em matéria da rede globo nos anos 1980: Havia a bateria, o telegrama, após a procissão e inúmeras novidades em termos de foguetório à noite, dava para avistar a quilômetros dali.
 As famílias traicionais sempre simpáticos e receptivos, com as calçadas lotadas de pessoas conhecidas: O pessoal de seu Edson Apolônio, Os Fernandes, Os Marcelinos, Os sampaio, Os Chaves, o Pessoal de Seu Febrônio (ainda vivo com mais de 100 anos), a família "seu Osvaldo Januário"As tias maravilhosas Dedice, Margarida que nos recebiam com almoços espetaculares, era só alegria. A primarada torcendo para que não chovesse senão seriam proibidos de ir ao baile à noite: Madrinha Edna e Betinha cansaram de passar a noite chorando devido às primeiras chuvas(nessa época ainda chovia) e por isso os vestidos ficavam estáticos em cima da cama esperando a próxima oportunidade para aparecer. 
  Depois que minha família se desfez por uma série se motivos, nunca mais fui à festa do Encanto, Ontem pude ver uma pontinha de tristeza nos olhos de minha mãe, quando conversávamos sobre isso. Fazer o que??? Fica o registro e a saudade desses dias felizes.
                       Israel Vianney

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

TODOS OS VIVAS PRA ELE.



      Ontem em reunião na SEMECE-secretaria municipal de educação, cultura e desportos, o prefeito Fabrício Torquato, entre outras palavras,comunicou que no seu governo não permitirá desrespeito com funcionários , nem tampouco com os usuários dos serviços. Isso nunca foi uma constante, pois Leonardo sempre pautou também pelo respeito, mas havia uma senhora PHD em gestão e falta de ética que sempre burlava as normas e soltava a franga de vez em quando. vamos ver agora.

OS ANJOS PORNOGRÁFICOS: CASSANDRA RIOS E ADELAIDE CARRARO



  No país dos machões, na era dos Generais, as campeãs de vendagem de livros eram duas mulheres: Cassandra Rios e Adelaide Carraro.
  Cassandra, nascida Odete Rios Perez Gonzalez, numa família espanhola de São paulo, escrevia sobre lesbianismo, paixões proibidas, romances tórridos: Volúpia do pecado, Carne em delírio, A piranha Sagrada, entre dezenas de títulos. Mesmo com as mutilações da censura, vendia 300 mil cópias de cada livro. Vivia exclusivamente de direitos autorais.
  Sua principal rival era Adelaide Carraro(Dessa ainda tenho vários livros), que em 1974, se orgulhava de suas 18 passagens por delegacias diversas e das vendas astronômicas de seus livros- Eu e o Governador(que contava seu caso com Jânio Quadros) Submundo da sociedade, O estudante(sucesso\), entre dúzias de outros. 
  Era tão difícil conseguir livro das duas, porque a censura logo recolhia das bancas. Mesmo assim, pelas vias mais tortuosas ainda consegui ler e possuir vários deles. Os Pseudo intelectuais, diziam que aquilo era sub-literatura. Que nada! O que dizer de "50 tons de cinza"? "o Bom Crioulo"? e outras cositas que sempre são citadas nas rodas dos "sabidos".

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

DIEGO JACKSON - GENUINAMENTE PAU-FERRENSE


         Trecho do show de Diego Jackson. Breve faremos a gravação do DVD ao vivo. 
          Nossa próxima empreitada.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Professora Suzana Marília

Por Carlos Sérgio Gurgel da Silva - Advogado e professor da UERN 
 
Recebi, com tristeza, a notícia do falecimento (em 03 de janeiro de 2013) de um dos maiores ícones do ambientalismo no Rio Grande do Norte, a professora (aposentada) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte no Campus de Pau dos Ferros (CAMEAM) Suzana Marília Leal.

A professora ou Dra. Suzana, como era popularmente conhecida na capital do alto-oeste potiguar, era uma pessoa com alto senso de responsabilidade social e ambiental. Mesmo diante de seu quadro de saúde, altamente debilitado após um acidente automobilístico ocorrido na década de 1970, que a deixou inválida para suas atividades laborais na UERN, sempre manteve acesa a chama da esperança da educação ambiental do povo do alto-oeste potiguar.

Através de seu esforço, e de alguns colaboradores, a professora Suzana conseguiu fazer uma Sala Verde, onde, frequentemente, proferia palestras ou convidava autoridades e estudiosos da problemática ambiental para ministrar conhecimentos sobre técnicas e práticas ligadas, direta ou indiretamente, à qualidade e à educação ambiental de jovens e adultos da cidade de Pau dos Ferros e de toda a região.

A professora Suzana foi uma das precursoras dos movimentos ambientais no Rio Grande do Norte, pois, desde que ensinava no campus da UERN em Pau dos Ferros, já ministrava seus conhecimentos sobre a defesa ambiental. Fundou, no ano de 1997, a ONG CEPEAM (Centro de Estudos e Pesquisa de Educação Ambiental Marília), apenas 5 (cinco) anos após a realização da 2ª Conferência da Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade no Rio de Janeiro, conhecida como RIO 92, momento em que começou a surgir um grande número de Organizações Não Governamentais, estrutura ainda pouco conhecida no Brasil até então.

A professora Suzana Leal, movida pelo espírito solidário em prol do meio ambiente ecologicamente equilibrado, transformou sua própria residência (com seu amplo terreno) no já referido Centro de Estudos. A garagem de sua casa foi coberta e transformada em sala verde, onde sua biblioteca particular transformou-se em biblioteca para acesso público. Sua sala de estar foi transformada em sala de estudos e pesquisa, com ambiente tranquilo para leitura e com computadores e impressoras para estudos e pesquisas. A professora Suzana se realizava quando via sua casa ocupada por pessoas interessadas em estudar. Era uma educadora nata.

Mas o Centro de Estudos e Pesquisas não se resumia a isto. A professora Suzana tinha uma horta no terreno adjacente a sua residência, onde plantava diversas hortaliças, nas quais nunca utilizava produtos químicos no processo de adubação, mas tão somente o adubo que produzia com a compostagem do lixo orgânico que produzia em sua casa. Sua residência era um grande laboratório de estudos e pesquisas ambientais. Seu senso de responsabilidade social não restringia sua atuação apenas à educação ambiental.

Neste sentido, a professora Suzana recebeu em sua horta (em sua residência), presos que ali trabalhavam para diminuir suas penas, funcionando muitas vezes como “colônia agrícola” já que o presídio da cidade de Pau dos Ferros, que fica próximo a sua residência, não dispõe desta estrutura.

Fiz este breve relato da atuação da Professora Suzana Marília Leal para que o Estado do Rio Grande do Norte tenha conhecimento do papel desempenhado por ela em prol de um ambiente com maior qualidade de vida, dedicando uma vida inteira em favor do próximo. À memória da profa. Suzana Marília Leal, fica esta homenagem de um de seus pupilos, que esteve em contato com ela durante o período em que residiu na cidade de Pau dos Ferros. O Rio Grande do Norte perde um dos ícones de seu movimento ambientalista: uma grande mulher.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

AGRADECENDO

   Como diz o meu amigo Lisboa Batista, "agradecer nunca é demais", e por isso estou aqui para agradecer aos amigos, autoridades, e à imprensa pela força no lançamento do livro "Entre letras, pincéis e panelas. Vale salientar, que graças a vocês, a primeira edição já tomou doril. Vamos mandar imprimir mais 200 exemplares. VALEU !
      Vianney

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013