03

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

COVARDIA,.PRA NÃO DIZER OUTRA COISA.

HOJE ME DEPAREI COM UMA SITUAÇÃO UM POUCO INUSITADA,TÍPICA DE PESSOAS COVARDES E MEDROSAS: ALGUÉM ESTÁ USANDO O MEU NOME PARA  DESFERIR ATAQUES À SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO EM UM CONHECIDO SITE DA CIDADE. QUERO AVISAR AO ESPERTINHO QUE ACIONAREI TODOS OS MEIOS POSSÍVEIS PARA RASTREAR E DESCOBRIR O CANALHA POR TRÁS DISSO TUDO, POIS QUANDO QUERO DIZER ALGO DE ALGUÉM, GERALMENTE DIGO PESSOALMENTE.A MINHA FORMA DE EXPRESSAR INDIGNAÇÃO SEMPRE FOI EXERCITADA DE FORMA INTELIGENTE.PORTANTO FIQUE ATENTO!
                                   ISRAEL VIANNEY

AGRADECENDO


 Nesses dois anos de existência, o blog Cultura  Pau-Ferrense obteve um expressivo número de acessos.E nossa maior satisfação é  PERCEBER  que nossos leitores são pessoas  ávidas por conhecimento, são pessoas de opinião, diferentes daqueles que só acessam sites de fofocas. O  contador de visitas foi zerado para que possamos iniciar uma nova contagem. Contamos com sua fidelidade.
                        FELIZ 2012!
                                        VIANNEY E EQUIPE.

JOÃO ESCOLÁSTICO BEZERRA - PERFIL I


O CIDADÃO - O HOMEM PÚBLICO - O POLÍTICO

       Nasceu em 10 de fevereiro de 1904, na Vila de Sebastianópoles, então município de Mossoró/RN, hoje Governador Dix-Sept Rosado.
              Em julho de 1904, portanto, apenas com cinco meses de vida, foi levado pelo pais, juntamente com seus irmãos, Damião, Maria e Josefa e a sua tia, Ana, irmã mais velha de sua mãe, para Pau dos Ferros, onde fixaram residência.
              Concluiu o Primário no Grupo Escolar "Joaquim Correia, em Pau dos Ferros, lembrando desta fase o fato curioso contado por sua mãe, que o filho, brincalhão, reagia em não frequentar a escola, necessitando quase sempre que ela o conduzisse, à força, jogando-lhe pedras até a proximidade do grupo escolar, Isto porém, não impediu que logo o jovem se transformasse num autodidata, por excelência, continuando o seu aprendizado através da leitura solitária, assimilando tudo com muita facilidade, tanto que, ainda quase menino, já adolescente, com 16 anos, deixou os serviços da agricultura, aos quais se dedicava desde terna idade, e convidado para trabalhar, a partir de junho de 1920, como auxiliar de comércio, no ramo de algodão e peles de animais, no estabelecimento comercial de Francisco Dantas e João Aquino, permanecendo neste emprego até novembro de 1935.
                 A essa altura já se envolvera na política, como membro do Partido Popular, sendo nomeado e empossado em novembro de 1935 no cargo de Prefeito Municipal de Pau dos Ferros, por ato de então Governador Rafael Fernandes Gurjão. Nessa condição de Prefeito nomeado permaneceu até março de 1937, uma vez candidato para o mesmo cargo pelo Partido Popular, na eleição realizada em 16 de março de 1937 e presidida pelo então Juiz Eleitoral da 18ª Zona e Presidente da Junta Apurada do 6º Circulo Eleitoral da Região do Rio Grande do Norte, com sede na cidade de Martins, Doutor Pelópidas Fernandes de Oliveira, foi eleito, proclamado e empossado em 02 de abril de 1937, mantendo-se como chefe do Executivo local até maio de 1938.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Lançamento do livro "Pau dos Ferros: Crônicas, fatos e pessoas" de autoria do Dr: José Edmilsom de Holanda


Fotos por Franskin Leite

PRESTANDO CONTAS



Em 2011 tivemos um pouco de dificuldade para iniciar as atividades culturais devido ao atraso no calendário escolar. Dessa forma, o primeiro evento do ano deixou de acontecer (Dia da Poesia). Em seguida tivemos um longo período de greves encabeçado pelos profissionais de educação.
Viemos deslanchar mesmo a partir do Festival de Quadrilhas, que superou os anos anteriores, em número de inscritos e em qualidade. Recebemos o grupo de teatro de Souza-PB para uma apresentação em praça pública. Realizamos um esplendido Vitrine Cultural, por sinal o mais tranquilo em seus 7 anos , colaboramos no lançamento de livros de autores locais e de outras cidades, e realizamos em parceria com a SEMUT a 1ª Gincana Ecológica do Município.
Paralelo a isso, realizamos a 1ª Conferência Municipal de Cultura com muito sucesso e que nos abrirá muitos caminhos para investimentos futuros.
 
Com certeza, 2012 será melhor.

Israel Vianney

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O TEMPO DAS BOTIJAS


FONTEhttp://my.opera.

O povo nordestino tem certas peculiaridades que o distinguem dos de outras regiões brasileiras. São tradições e costumes que o pintam de maneira singular.
Quando criança, comecei a ouvir lá no meu interior, histórias de descobridores de botijas, era o tempo das botijas que creio eu ainda não findou-se.
Contavam os mais velhos que nos séculos XVIII, XIX e ainda quase metade do século XX. O povo do interior costumava guardar suas moedas de ouro, prata e cobre escondidos em latas de metal onde podiam ser conservadas ou em baús revestidos de chapa de metal e enterrados. O lugar era marcado por pedras, acidentes geográficos ou embaixo de grandes e velhas árvores.
As latas eram colocadas nas paredes grossas das casas e os baús, longe, como já dito fora delas.
O costume se fazia pela falta de bancos, pelo medo do roubo e por não ter com que gastar o muito lucrado. Sertanejos faziam quase tudo, e se às vezes tinham o que comprar, guardavam uma minguada economia que sobrava sempre e assim se mantinham.
FONTEhttp://mercadotesinatamayo2009.blogspot.com

Em Ipueiras, foram encontradas várias botijas no correr de sua história, a mais recente na década de 1970. O descobridor derrubando as paredes de uma antiga casa encontrou socado numa grossa parede de canto uma lata, cheia de moedas de prata e ouro, não se sabe o valor, o certo é que silenciosamente em pouco tempo mudou-se com a família para uma capital do sudeste e só depois por parentes se soube do fato.
Contornando o morro do Cristo, em Ipueiras , se via no caminho serpenteado, covas quadradas na medida de um grande ou médio baú, quase a beira da estrada carroçal.
Não havia dúvida, e isso era fato corrente daquela região, muitas botijas foram certamente achadas.
Dizem os mais velhos que às vezes o felizardo sonhava com o lugar, ou por pura sorte cavando encontrava. Para completar o quadro,era corrente a história de que ao cavar o astuto e ambicioso tinha visões macabras, como fogo queimando o corpo, cobras se enroscando nas penas e espíritos penados a mandar que parasse a escavação. O certo era que das histórias que ouvi muitos fugiram e se desequilibraram mentalmente, outros mais corajosos iam até o fim, e bastava abrir o baú de madeira carcomida, tudo sumia com um gemido medonho.
O que levava estas botijas a serem esquecidas era ou a morte repentina do dono, e só ele sabia onde estava, ou pela idade o esquecimento que lhe fazia procurar e não mais achar o lugar correto.
Outro fato era o sonho do lugar da botija, dizia-se que o espírito não teria paz enquanto não revelasse o segredo, o dinheiro que em vida não usufruiu, que o ouro e a prata o prendiam no lugar.
Verdadeiro ou falso, muitos descobriram esses tesouros, e formou-se lenda no sertão, dinheiro não gasto traz a perdição do falecido.
FONTE-http://www.andgospel.com.br

O tempo das botijas passou. Mas quem pode afirmar quantas ainda estão a esperar o seu descobridor. Com modernos aparelhos a detectar metais, um corajoso aventureiro não há de voltar de mãos vazias, ficando rico da noite para o dia e finalmente libertando o espírito de quem a enterrou.
Bergson Frota – Cronista - bergsonfrotta@ig.com.br

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

AS FESTAS DO POVO - POR JOSÉ EDMILSON DE HOLANDA


                   [...] O Natal, festejado na noite do dia 24 de dezembro, em homenagem ao nascimento do menino Deus, Jesus Cristo, é uma festa de cunho estritamente religioso, com participação mais ativa do povo da cidade. Na década de 30, época da minha infância, a noite de natal era uma noite diferente, de muita alegria e animação. O mercado público (barraão) permanecia aberto durante toda a noite, destinado à reunião e ao encontro dos amigos, compadres, parentes, jovens, namorados, casais e até mesmo dos idosos, principalmente as pessoas vindas da zona ruara, desejosas de assistirem à missa do galo, celebrada sempre à meia noite (hora em que os galos catam) daí o seu nome.
                    Quando não existia energia elétrica na cidade, a iluminação do barracão era feita com os famosos lampiões movidos a carbureto.
                     Neste local, o povo aguardava a hora da missa, se divertindo com os entretenimentos e novidades que apareciam proporcionando momentos de lazer como jogos de azar, roletas, bancas para vender: miçangas, prendas, lanchas como café, bolos diversificados, caldo de cana, aluás e refrescos de cachaça e da cerveja refrigeradas em jarras de barro, pois naquela época o gelo e a geladeira não existiam na cidade. Após a missa, as famílias se reunião em suas casas para partilharem a tradicional ceia natalina, a qual constava de um rico e farto cardápio, tendo como prato principal o célebre peru de festa, regado com bons e variados vinhos. Antes de iniciar a ceia, o casal anfitrião celebrava um ritual religioso com cânticos e orações alusivas a data. Ao final da ceia, era vez de Papai Noel fazer a festa das crianças, colocando logo que elas dormissem, debaixo de suas camas ou redes, os presentes pedidos e prometidos, transformando em realidade o sonho e o desejo de cada uma delas, enchendo de felicidade e alegria o seu coração, ao despertarem no dia seguinte, da inocência do seu sono.[...]