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sexta-feira, 9 de março de 2012

O PIONEIRISMO DE CELINA GUIMARÃES

 
Era filha de José Eustáquio de Amorim Guimarães e Eliza de Amorim Guimarães. Estudou na Escola Normal de Natal, onde concluiu o curso de formação de professores. E foi nessa mesma escola que conheceu Elyseu de Oliveira Viana, um jovem estudante vindo de Pirpirituba/PB, com quem se casou em dezembro de 1911 e seria seu companheiro para toda a vida. Em 1912 foi para Acari/RN e em 13 de janeiro de 1914 mudou-se para Mossoró/RN.
Com o advento da Lei nº 660, de 25 de outubro de 1927, o Rio Grande do Norte foi o primeiro Estado que, ao regular o "Serviço Eleitoral no Estado", estabeleceu que não haveria mais "distinção de sexo" para o exercício do sufrágio. Segundo pesquisa do escritor João Batista Cascudo Rodrigues, o histórico despacho foi vazado nestes termos:
Cquote1.svg Tendo a requerente satisfeito as exigências da lei para ser eleitora, mando que inclua-se nas listas de eleitores. Mossoró, 25 de novembro de 1927. Cquote2.svg
— Israel Ferreira Nunes
.
Aprovada a Lei, várias mulheres requereram suas inscrições e a 25 de novembro de 1927. As eleitoras compareceram às eleições de 5 de abril de 1928, mas seus votos foram anulados pela Comissão de Poderes do Senado. Somente com o Código Eleitoral de 1932, é que "o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo…" poderia votar efetivamente.
Quanto à questão de ter se tornado, de repente, a primeira mulher do país a votar, Celina confessou:
Cquote1.svg Eu não fiz nada! Tudo foi obra de meu marido, que empolgou-se na campanha de participação da mulher na política brasileira e, para ser coerente, começou com a dele, levando meu nome de roldão. Jamais pude pensar que, assinando aquela inscrição eleitoral, o meu nome entraria para a história. E aí estão os livros e os jornais exaltando a minha atitude. O livro de João Batista Cascudo Rodrigues - A Mulher Brasileira - Direitos Políticos e Civis - colocou-me nas alturas. Até o cartório de Mossoró, onde me alistei, botou uma placa rememorando o acontecimento. Sou grata a tudo isso que devo exclusivamente ao meu saudoso marido.  Cquote2.svg

CALENDÁRIO CULTURAL 2012


FEVEREIRO
14 a 17 – IV SETEPE – Semana de Estudos, Teorias e Práticas Educativas. (UERN).
18 a 21 – Carnaval.
27 a 29 – Semana Pedagógica do Município (Auditório do IFRN).

MARÇO
05 – Início do ano letivo nas escolas e creches municipais.
14 – Dia da Poesia.

MAIO
09 – Sensibilização para o Vitrine Cultural e divulgação do tema.
10 – Reunião com representantes de arraias do município para tratar das festividades Juninas.

JUNHO
05 – Dia do Meio Ambiente
- Lançamento do Festival de Quadrilha (Data a confirmar)
- Lançamento do “Pau dos Ferros Cidade do Forró” (Data a confirmar)
- Apresentação do Auto de São João pela Cia Dancart (Data a confirmar)
- Festival de Quadrilhas (Data a confirmar)
- Premiação e festa de rua (Data a confirmar)

JULHO
12 – Data limite para entrega dos orçamentos para apresentações do Vitrine Cultural (Escolas Municipais)
18 – Dia do trovador

AGOSTO
09 – Encontro de repentistas na Praça de Eventos N. Senhora da Conceição
10 a 12 – 1º Encontro Regional de Artesãos do Auto-oeste – Praça Cônego Caminha
                 Oficinas de Artesanato na Casa de Cultura Joaquim Correia
29 a 31 – Vitrine Cultural “Xanana Diógenes”

SETEMBRO
01 a 04 – FINECAP
04 – Aniversário da cidade
19 – Dia do teatro – Espetáculo na Casa de Cultura Joaquim Correia (Programação a confirmar)

OUTUBRO
12 – Fest Criança
15 – Dia do Professor

NOVEMBRO
05 – Dia Nacional da Cultura
05 – Dia do Cinema Nacional – Projeções na Casa de Cultura Joaquim Correia
19 – Dia do Cordelista – Workshop com Manoel Cavalcante – Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Trovas
28 – Início da Festa de Nossa Senhora da Conceição – Padroeira de nosso município.

DEZEMBRO
- 3º Encontro de Bandas Marciais (Datas a confirmar)
08 – Procissão de Nossa Sra. da Conceição e encerramento da festa religiosa
24 Natal

quinta-feira, 8 de março de 2012

Exposição sobre Goethe começa segunda na UFRN


     Será realizada a partir de segunda, dia 12, prosseguindo até o dia 12 de abril, uma exposição sobre a vida e a obra do escritor e pensador alemão, Johann Wolfgang von Goethe, na Biblioteca Central Zila Mamede, da UFRN. A mostra, com 45 telas compostas de imagens e textos, é bilíngue, em alemão e com tradução para português e fica aberta das 8 às 22h. A exposição, realizada em parceria com o Instituto Goethe, intitulado “Goethe - último gênio universal?”, apresenta as múltiplas realizações e contribuições do pensador nas diversas áreas da arte, ciência, política, literatura e cultura germânica em geral.
 

 O evento de abertura ocorrerá no dia 12 de março às 19h na Biblioteca Central Zila Mamede, e conta com a presença do diretor do CCHLA, prof. Herculano Ricardo Campos, e do diretor regional do Instituto Goethe, Frank Emmerich.

A parceria com o Instituto faz parte da política de internacionalização que a Universidade Federal do Rio Grande do Norte vem desenvolvendo, juntamente com a iniciativa de cooperação científico e acadêmico entre Brasil e Alemanha, com o objetivo de incentivar uma maior interação cultural nesses dois países.

A exposição é coordenada pelo professor de Língua Alemã e Literaturas do Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras da UFRN, Michael Manfred Hanke, que pretende promover outros projetos de cooperação institucional com o mesmo objetivo acadêmico.

Goethe

Um dos grandes colaboradores da literatura alemã como escritor, atuou também nos diversos campos da arte, como teatro, arquitetura, e artes plásticas. Na literatura como Poesia, tradutor, editor, também na cultura, ciência, filosofia, religião, história, arqueologia, jurídico, político, sistemas militares e economia nacional. Em suas obras literárias, destaca-se “Os Sofrimentos do Jovem Werther” e “Fausto”. Seus trabalhos sobre: mineralogia, geologia, química, meteorologia, biologia e morfologia possuem grande importância científica.
 

 Ele também deu inicio a um novo método de aproximar o homem com a natureza, numa concepção do mundo expressa na fusão da intuição com o pensamento. Toda a sua obra evidencia uma busca incessante da sabedoria, em busca do conhecimento da suprema verdade. A ideia da exposição é mostrar como Johann Wolfgang von Goethe foi e ainda é influente em várias áreas e em todo mundo, como um “gênio universal”.

Para saber mais: Michael Manfred Hanke - professor de Língua Alemã e Literaturas do Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras da UFRN, fone - 8133-2582.

Ass. Imprensa do CCHLA

PARABÉNS MULHERES

Rainha

Eu já falei tanto dela:
A poesia em pessoa...
É tão confusa e tão bela
E tão letal e tão boa
E tão graciosa e tão ágil
Que foge ao verso dos homens.
(Chamam de "sexo frágil"
Porque lhes falta outro nome...)
Mas sua força é total:
Quando ela fala, o Céu pára
Pra ouvir sua voz de cristal,
E nada aqui se compara
(Nem mesmo a rima mais rara)
Ao seu sorrir divinal...

 
Queremos desejar às nossas leitoras, admiradoras e críticas muita saúde, paz, perfume e creme anti-rugas.
 
 Ubaldina Diógenes Dantas (In Memorian)
 Geralda Guedes do Rêgo ( Vovó)
Equipe da SEMECE
Equipe SEMCE
 Adelia Guedes do Rêgo ( Mamy)
 (In Memorian)
Emilia Suzana 
 Julia Paiva
Francisca Dantas (Neta)

Janiéle Aquino e Alexandrina Silva

A mais maravilhosa

terça-feira, 6 de março de 2012

A MÉDICA HOMOFÓBICA E A JUSTIÇA

 Soube de fontes seguras que semana passada aconteceu uma audiência no fórum para tratar do caso da "homofóbica do banco de sangue"(relatado aqui dias atras).Estamos ansiosos pela publicação da sentença.
  A JUSTIÇA NEM SEMPRE É CEGA QUANTO PARECE!!!
              Vianney

quinta-feira, 1 de março de 2012

1925 – ALBERT EINSTEIN NO BRASIL


Jornal "A Notícia", Recife, Pernambuco, sexta-feira, 15 de maio de 1925

Einstein esteve no Brasil em maio de 1925, mas esta visita é apenas ligeiramente mencionada nas mais conhecidas biografias.

Einstein chegou a Buenos Aires no dia 24 de março, onde ele deveria apresentar duas conferências na Universidade. Dali ele seguiu para Montevidéu, permanecendo uma semana e ministrando três conferências em francês. Do Uruguai ele partiu para o Brasil, para uma semana de permanência no Rio de Janeiro, onde também apresentou conferências. Denis Brian também dedica apenas um parágrafo a esta viagem. Informa que Einstein foi efusivamente recebido pelo embaixador alemão na Argentina e que teve uma crise nervosa durante a viagem, adiando a visita que faria à Califórnia.


Fonte - http://seletynof.wordpress.com/2007/04/12/mecanica-quantica-um-desafio-a-intuicao-i/

Aparentemente, o primeiro convite para Einstein visitar a América do Sul foi feito, em 1923, pelo jornalista e escritor argentino Leopoldo Lugones. Naquele ano Einstein estava sendo vítima de perseguição por causa da sua atitude pacifista durante a primeira guerra mundial, e também por causa da sua origem judaica. Lugones lançou a idéia de oferecer-lhe uma cátedra na Universidade de Buenos Aires, ou o título de doutor honoris causa. Einstein gentilmente agradeceu, alegando que suas ocupações não lhe permitiam viajar. Os argentinos não desistiram e em janeiro de 1924 Einstein recebeu uma carta do Reitor da Universidade de Buenos Aires, José Arce, convidando-o para um ciclo de conferências naquela instituição. Em julho de 1924 Einstein aceita o convite e inicia os preparativos para a viagem: marcação das melhores datas, reservar passagens e organizar sua vida para um período de ausência de aproximadamente três meses. A Asociación Hebraica agenciou convites de outras instituições acadêmicas no Uruguai e no Brasil. Assim, Einstein recebeu convites das Universidades de Córdoba, La Plata e Tucumán, na Argentina, da Universidade de Montevidéu, no Uruguai, e da Faculdade de Medicina e Escola Politécnica do Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro, o rabino Isaiah Raffalovich entrou em contato com o diretor em exercício da Escola Politécnica, Getúlio das Neves, mas o convite que Einstein recebeu era assinado pelo rabino, em nome de Paulo de Frontin, diretor da Escola Politécnica, e Aloysio de Castro, diretor da Faculdade de Medicina.
Einstein deixou a programação de conferências em aberto, para ser definida de acordo com a disponibilidade de tempo em cada local. No Rio de Janeiro, ele acertou a programação no dia da sua chegada, 4 de maio. Além dos compromissos sociais, incluindo uma visita ao presidente da República, Arthur Bernardes, Einstein faria duas conferências sobre a teoria da relatividade no Clube de Engenharia e na Escola Politécnica do Rio de Janeiro e faria uma comunicação na Academia Brasileira de Ciências. No Clube de Engenharia encontrou o salão superlotado por embaixadores, generais do exército, representantes dos ministros e engenheiros, muitos deles acompanhados de suas esposas e filhos. Era evidentemente uma platéia apropriada para um espetáculo qualquer, menos para uma conferência científica.

Mesmo na Escola Politécnica e na Academia Brasileira de Ciências, a capacidade da platéia para entender a conferência de Einstein era muito limitada. Eram poucos os que aqui tinham algum conhecimento sobre a mecânica quântica e a teoria da relatividade. Na verdade, não se sabe quem foi o primeiro no Brasil a ter conhecimento das teorias de Einstein. Cafarelli diz que encontrou o nome de Einstein (escrito errado) pela primeira vez em jornais brasileiros em abril de 1919, num pequeno artigo do Jornal do Comércio do Rio de Janeiro, a propósito da expedição de brasileiros e britânicos em Sobral (Ce) para observar o eclipse solar e testar a hipótese da curvatura da luz feita por Einstein. Provavelmente o artigo foi inspirado pelo professor Henrique Morize, diretor do Observatório Nacional. O pioneiro na divulgação das idéias relativísticas no Brasil foi o físico-matemático Amoroso Costa. Logo depois que os ingleses noticiaram o resultado positivo da observação do eclipse, Amoroso Costa escreveu um artigo no O Jornal, demonstrando conhecimento da teoria da relatividade. Em 1922 ele escreveu um pequeno livro intitulado Introdução à teoria da relatividade. Todavia, o primeiro a fornecer informações mais detalhadas sobre essa área do conhecimento, foi Roberto Marinho, que era professor da Escola Politécnica. Em 1919, antes mesmo de ter conhecimento dos resultados do eclipse, ele escreveu dois artigos sobre a relatividade geral, publicados em 1920 na Revista de Ciências. O primeiro trabalho original sobre relatividade feito no Brasil deve-se a Teodoro Ramos, da Universidade de São Paulo. Trata-se do artigo A Teoria da Relatividade e as Raias Espectrais do Hidrogênio, publicado em 1923 na Revista Politécnica, de São Paulo.


Fonte - http://enigmadeeinstein.com.br/images/s1.jpg


A nota dissonante na recepção a Einstein e sua teoria da relatividade foi dada logo depois da sua partida, em polêmico artigo publicado no O Jornalde 16 de maio, de autoria de Licínio Cardoso, professor de mecânica racional na Escola Politécnica. Intitulado Relatividade Imaginária, o artigo traz o seguinte comentário sobre o livro de Einstein La théorie de la relativité restreinte et genéralisée: “A cada página, pode-se dizer, da obra eu encontrava proposições análogas: umas confundindo o objetivo com o subjetivo, outras afirmando coisas de impossível realização, outras estabelecendo conceitos elementaríssimos e velhos como se fossem novos, tudo, está claro, no meu fraco entender; outras produzindo afirmações incompreensíveis como esta ‘Nous verrons plus tard que ce raisonnement qui s’appelle dans la Mécanique Classique le theorème de la composition des vitesses n’est pas rigoureux et, par conséquent, que ce theorème n’est pas vérifié en réalité’. O que tem a lei abstrata da composição das velocidades com a velocidade particular de cada corpo? Sempre a confusão entre o abstrato e o concreto (…) Demonstrei que o professor Einstein, confundindo os pontos de vista abstrato e concreto, toma por objetivo o que é subjetivo e vice-versa e não distingue entre ciência abstrata e relações particulares das existências concretas.” (In: Moreira e Videira, p.131).

Texto do Professor C. A. dos Santos – Instituto de Física da UFRGS

http://www.if.ufrgs.br/einstein/brasil.html

CORREIO DO TERROR


  O jornal Correio da Tarde traz quase todo dia na  capa a seguinte mensagem de otimismo:MAIS UM HOMICÍDIO EM MOSSORÓ, para logo em seguida  mostrar a atualização do painel macabro. Sinceramente, para uma cidade com tanta matéria interessante, não acho nada saudável receber esse prato indigesto todos os dias. Espero que os assinantes comecem a reclamar, a não ser que tenham um instinto sádico igual aos editores.
 Tenho dito!